DE UM PRANTO À ESTRANHA DOR
De um pranto e estranha dor
Tão ferida, tão profunda
no abismo, corpo e alma estão..
Meus tristes e singelos poemas
se perdem na escuridão..
Com mil pedaços meu coração se decompõe,
na vasta noite
meu silêncio me rodeia..
Minha solidão é uma vastidão, é
minha sombra à me abandonar por inteira..
Já não me assola a escuridão,
Em trevas, minha luz incendeia..
sinto dores, emoções,
todo corpo sente frio
dói o saber, é a expansão quê me causa arrepio..
Não há intelecto que queria
compreender, dar razão,
não sinto ódio mas sinto dor
a dor que aperta o coração..
Tola essa busca, é besteira
não confiar na intuição,
minha alma geme e chora
por não compreender a ingratidão..
Sim, cai na besteira de não ouvir meu coração,
essa rima é tão certeira, que até parece
brincadeira..
Meu pranto é suave
e minha fala verdadeira,
se me pego bem desperta
fico pasma com a ilusão..
Mas vou seguindo, nem mais canto
nem no canto há mais vão..
Faço da luta fiel companheira,
da vida astuta, uma audaciosa besteira..
Pra quem sabe o que é viver
já cansou de o fazer,
porque a vida que vale a pena
é a que não se pode com olhos ver..
Não me rotule como poeta,
nem sempre importa o que sou..
Tão somente me expresso,
pra minimizar tamanha dor..
Ao meu modo,
não me importo
com o que é derradeiro,
só medito no reflexo,
que me é emitido pelo espelho...
By- Regiane Rocha.💓
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